6 de jan de 2010

Há 7 meses atrás…

Foi quando eu abri a minha mão e nela estava todo o dinheiro que eu tinha: R$ 2,25. Nesse momento muitas coisas se passaram pela minha cabeça. Nesse momento me perguntei o porquê de tanta dificuldade, o porquê de não encontrar um trabalho e mais ainda, o porquê de tudo ter saído da maneira que eu jamais havia planejado.

Parece mentira, mas á sete meses, eu tinha o meu emprego, minha família, meus amigos e a segurança da minha cidade. De lá para cá, muitas coisas se passaram, coisas boas e é claro, coisas ruins. Se valeu a pena? Hoje eu posso dizer que sim. A cada dia uma nova razão de seguir em frente, um novo aprendizado e a esperança de um futuro melhor,e é o que me da forças para seguir em frente.

Hoje, diferente de sete meses atrás, vivo num hostel familiar. Para quem não sabe, é como um prédio, cheio de mini-apartamentos. Dentro existe um ambiente de 3x4, que serve de quarto e cozinha. O fogão é de uma boca e fica perto da única micro janela do quarto. Existe um banheiro, pequeno, com um cano na parede, onde se pode tomar banho.

As baratas são comuns, não uma e sim muitas baratas mesmo. O lado bom disso? Aprendi a não ter nojo delas e de tanto matar com o pé, criei a dança da barata! ...rs

O edifício é velho, e nele vive gente de todos os lugares, a maioria paraguaia e chilena. 60 apartamentos divididos em cinco andares. A energia foi cortada na ultima sexta feira e passamos o final de semana sem os confortos da vida moderna. O jeito foi improvisar. Conversar com os vizinhos, e brincar com as mãos fazendo sombra na parede com a vela acendida, jantar a luz de velas, e tempo de sobra para por os pensamentos em dia.

Se ainda esta valendo à pena? Definitivamente sim.

É esse tipo de coisa que faz a gente dar valor as coisas que temos. Muita gente ao ler esse texto, pode pensar que não precisa passar por isso tudo para se ter o verdadeiro valor, mas no fundo sabemos que é preciso sim. Mas como já dizia o técnico Bernardinho no seu livro: “Persistência é a base de qualquer sucesso. É preciso suar sangue, é preciso chegar ao máximo. E quando chegar lá, é preciso o dobro, para se manter lá em cima.

Uma das coisas que mais me conforta quando converso com a minha mãe, é que ela sempre enfatiza o fato de que eu sempre tenho a minha família quando quiser voltar. Minha mãe, sempre foi uma pessoa sábia, daquelas de se orgulhar. E como toda mãe, sempre me deu a maior força sempre que pensei em sair de casa. Hoje suas palavras sempre me trazem confiança e paz. Só Deus sabe o que seria de mim, se ela não estivesse aí para me dar seus conselhos que valem ouro.

Muita gente me pergunta se vale a pena vir para Buenos Aires, e a minha resposta sempre foi e sempre será a mesma: “Você nunca vai saber se não tentar.”

Enjoy³

5 comentários:

  1. hey, como voce está?
    Me tire somente uma dúvida;
    Para iniciar o processo para pedido da Residencia de 2 anos ae, os documentos brasileiros tem que ser reconhecidos pelo Itamaraty aqui no Brasil antes?ou traduzidor por um tradutor público??
    Obrigada.
    Juliana

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  2. Olá Juliana.
    Sim, os documentos precisam ser reconhecidos pelo Itamaraty aí no Brasil.
    Não se esqueça de tirar uma fotocopia autentica de cada um dele e reconhecer as cópias também ok?
    Quanto ao tradutor, até hoje não precisei de nenhum documento traduzido.
    Mas sim, existem alguns processos que pedem o documento traduzido.

    Espero ter ajudado.

    =D

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  3. Dança da barata foi demais pra mim hauaua Pensava q só minha mãe matava barata descalça huauaua Agora me surpreendi com vc homi. Com relação ao resto, torço pelo seu sucesso e para q vc arrume um hostel melhorzinho auahuahua Beijos e Beijos

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  4. Sempre mantendo o bom humor, hein Julio. Dança da barata!?!?! Essa foi hilária.rsrsr
    Estou adorando ler o seu blog. E estou conseguindo nele várias informações que vão me ser muito úteis em breve.
    Obrigado por todo o esforço e dedicação que você nos oferece com tamanha boa vontade.

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